Passei dez dias em Piçarras. Consegui assistir aos últimos comícios dos dois candidatos. Confesso que nenhum dos dois me agradou ou me convenceu.
A oposição mostrou estar mais preparada para mobilizar a população. O número de presentes era grande e as pessoas estavam abertas às incitações do animador de palanque. Um festival de bandeirinhas amarelas se agitava a cada convite do locutor. Um belo espetáculo, sem dúvida.
Já a situação, talvez confiante demais, não só não soube escolher seu animador como não soube adequar seu discurso ao caráter da manifestação. Os poucos participantes não eram incentivados à participação e a maioria parecia não estar interessada na projeção sobre os feitos da prefeitura. Mais parecia uma monótona aula do que um comício.
No quesito conteúdo, a oposição deixou a desejar. De concreto, a assertiva - claramente eleitoreira - sobre a criação de uma fundação de esporte. A promessa de recuperar a praia, feita de última hora, não encanta. Chegou-se a uma situação tal que alguma coisa tem que ser feita. Apenas muro de contenção não segura a fúria do mar. Nada se falou de consistente sobre a eduação, o lazer e outros itens projetados. Sobre o que foi feito quando ocupou a prefeitura, pouco ou nada.
E aí, a situação se esbaldou. Obviamente, tinha algo para mostrar e mostrou. Recuperação/construção de escolas, de postos de saúde, do rio, projeção de praça à beira rio e outras obras. Convenceu? Provavelmente quem estava lá, sim. Afinal, são os eleitores. Mesmo considerando a qualidade de alguns depoentes.
Mas continuam os questionamentos sobre o atendimento nos postos de saúde, a sujeira das ruas, a falta de calçadas, de um espaço para recreação de idosos e crianças e outras benfeitorias. Sobre isso, nem uma palavra.
No fim, ficou a sensação de que não há por que se votar a favor e, sim, contra. De um lado, contra um candidato que pouco realizou; de outro, um que realiza de maneira autoritária, centralizadora, vingativa e que despreza a, por enquanto, maior fonte de recursos do município - o turismo. São suas as palavras sobre governar "para o povo de Piçarras, para o morador da cidade".
Ora, não se administra uma cidade pensando na exclusão. Todos têm direito de ser atendidos, afinal, todos pagam seus impostos. E é o dinheiro que vem de fora que permite a realização de obras - seja dos governos estadual e/ou federal, seja de pessoas jurídicas e/ou físicas. Para quem estão sendo construídos tantos prédios de alto padrão? Qual a atração turística que traz dinheiro: a praia ou a praça na beira do rio?
Os resultados das urnas mostrou o que está acontecendo no resto do país: a máquina oficial não é mais suficiente para garantir a vitória. O povo se cansou da mesmice. Mesmo impedido de requerer uma renovação - por falta de opões - ele dá o recado. É o voto do contra, não do apoio.
Vou me abster de falar sobre os candidatos a vereador. Foi um espetáculo triste, de ambos os lados.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
AS VERSÕES
Estive em Piçarras na Semana Santa e me deparei com três versões sobre a recuperação da praia:
1. a verba não é suficiente para cumprir o projeto. Seriam necessários R$30 milhões (realmente, R$10 milhões parecem pouco para a colocação de areia e a recuperação do calçadão. Parece que só serão colocadas lixeiras. Ou seja, continuaremos com a "linda" orla marítima de antes);
2. não há draga disponível para a obra (recuso-me a acreditar nesta versão. Seria o cúmulo da falta de responsabilidade, de todos os envolvidos, pegar e doar verba para uma obra que ainda não tem perspectiva de execução por falta de executor) ;
3. uma certa empresa receberia o dinheiro e, com ele, construiria sua própria draga e executaria o serviço (o tema desta versão tem circulado desde o início com outro formato. Dizem que onde há fumaça há fogo... Mas todos sabemos que existe fumaça sem fogo, né, pessoal?);
4. a licitação está programada para maio e serão colocados 80m de areia (na verdade, esta foi uma versão oficial do presidente da Câmara dos Vereadores. Mas nem por isso merece descrédito, né, pessoal?).
Assim como todos os piçarrenses, fui passear, no final da tarde, no Molhe do Tampa. Pois não é que, após uma chuva mais forte (porém rápida), já estava um pedaço de cano querendo aparecer? Logo ali, no início do quebra-mar. Gente, a obra não tinha nem um mês! É ruim, hein?
E aí recebo a seguinte notícia de um amigo, que colou do site da prefeitura:
"As obras são fiscalizadas por uma equipe de topógrafos e engenheiros do Governo Municipal e da Alleanza Engenharia.
- Estamos empregando uma tecnologia de ponta para fiscalizar se as estruturas estão sendo feitas dentro do estabelecido no projeto. A parte da superfície é verificada com a ajuda de um scanner que capta imagens em três dimensões, enquanto que a área submersa é checada com levantamento batimetrico a laser – afirma a engenheira Daysi Nass dos Santos."
Bom, pelo menos já temos o nome da empresa de engenharia que está fiscalizando a obra.
Se serve de consolo para os descrentes, "a reconstrução da estrutura viária e paisagística da Avenida Beira Mar também já está planejada e deve ter as obras licitadas após o processo de contratação da empresa que fará o aterro hidráulico." Quem será a bola da vez?
1. a verba não é suficiente para cumprir o projeto. Seriam necessários R$30 milhões (realmente, R$10 milhões parecem pouco para a colocação de areia e a recuperação do calçadão. Parece que só serão colocadas lixeiras. Ou seja, continuaremos com a "linda" orla marítima de antes);
2. não há draga disponível para a obra (recuso-me a acreditar nesta versão. Seria o cúmulo da falta de responsabilidade, de todos os envolvidos, pegar e doar verba para uma obra que ainda não tem perspectiva de execução por falta de executor) ;
3. uma certa empresa receberia o dinheiro e, com ele, construiria sua própria draga e executaria o serviço (o tema desta versão tem circulado desde o início com outro formato. Dizem que onde há fumaça há fogo... Mas todos sabemos que existe fumaça sem fogo, né, pessoal?);
4. a licitação está programada para maio e serão colocados 80m de areia (na verdade, esta foi uma versão oficial do presidente da Câmara dos Vereadores. Mas nem por isso merece descrédito, né, pessoal?).
Assim como todos os piçarrenses, fui passear, no final da tarde, no Molhe do Tampa. Pois não é que, após uma chuva mais forte (porém rápida), já estava um pedaço de cano querendo aparecer? Logo ali, no início do quebra-mar. Gente, a obra não tinha nem um mês! É ruim, hein?
E aí recebo a seguinte notícia de um amigo, que colou do site da prefeitura:
"As obras são fiscalizadas por uma equipe de topógrafos e engenheiros do Governo Municipal e da Alleanza Engenharia.
- Estamos empregando uma tecnologia de ponta para fiscalizar se as estruturas estão sendo feitas dentro do estabelecido no projeto. A parte da superfície é verificada com a ajuda de um scanner que capta imagens em três dimensões, enquanto que a área submersa é checada com levantamento batimetrico a laser – afirma a engenheira Daysi Nass dos Santos."
Bom, pelo menos já temos o nome da empresa de engenharia que está fiscalizando a obra.
Se serve de consolo para os descrentes, "a reconstrução da estrutura viária e paisagística da Avenida Beira Mar também já está planejada e deve ter as obras licitadas após o processo de contratação da empresa que fará o aterro hidráulico." Quem será a bola da vez?
terça-feira, 27 de março de 2012
Será que, dessa vez, a coisa anda mesmo?
Pois é, infelizmente confirma-se a previsão de que era tudo para inglês ver. Com o término da temporada, o ritmo da obra foi caindo, caindo, caindo, até que parou.
Num novo fôlego, parece que a conclusão do primeiro molhe está batendo à porta. Resta saber quanto tempo demorará, de fato, para alcançá-la.
Mas alguma coisa já melhorou. Não é que temos, agora, o nome de dois engenheiros? São eles, Jean Pierre Lana e Dayse Nass dos Santos. E, ainda, de uma empresa, a Alleanza Engenharia. Pelo menos já podemos sentir a materialidade da obra...
Mas, prefeitura, ainda estamos querendo ver o projeto. Como ficará o calçadão? A via beira-mar será alargada? Haverá espaço suficiente para o trânsito de bicicletas, pessoas e pets? Ou continuaremos a nos desviar deles? Não seria interessante uma ciclovia?
Mostrem o projeto. Somos humanos, temos curiosidade. Queremos opinar, se nos permitir!
Num novo fôlego, parece que a conclusão do primeiro molhe está batendo à porta. Resta saber quanto tempo demorará, de fato, para alcançá-la.
Mas alguma coisa já melhorou. Não é que temos, agora, o nome de dois engenheiros? São eles, Jean Pierre Lana e Dayse Nass dos Santos. E, ainda, de uma empresa, a Alleanza Engenharia. Pelo menos já podemos sentir a materialidade da obra...
Mas, prefeitura, ainda estamos querendo ver o projeto. Como ficará o calçadão? A via beira-mar será alargada? Haverá espaço suficiente para o trânsito de bicicletas, pessoas e pets? Ou continuaremos a nos desviar deles? Não seria interessante uma ciclovia?
Mostrem o projeto. Somos humanos, temos curiosidade. Queremos opinar, se nos permitir!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Prazo vencido
Apesar da informação no site da prefeitura, as obras no Molhe do Tampa não estão mais indo no ritmo de dezembro e janeiro. Desde o início de fevereiro, as máquinas estão trabalhando no braço direito do molhe.
Outro dia, a escavadeira tirava pedra da lateral da passarela central do quebra-mar e colocava no braço direito. O trabalho durou a tarde toda e, até agora, não houve reposição do que foi retirado.
Também era comum, até alguns dias antes do Carnaval, as máquinas descansarem de segunda a quarta-feira e voltarem a trabalhar na quinta, quando reiniciava o movimento dos fins de semana.
É daqui para a frente que vamos sentir se está havendo, de fato, seriedade na recuperação. A continuar neste ritmo, ela não estará concluída antes das eleições. O medo é que, depois delas, ...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Queremos ver o projeto!!!!!!!!!!!!!!!
Notícias desencontradas, informações vagas, total falta de conhecimento sobre o que vai ser feito...

De oficial, só o que está nos jornais: dois molhes (já ouvi falar em quatro). Ok, a prefeitura tem dito que a dragagem já pode começar assim que acabar o primeiro molhe (antes era preciso ter os dois). Mas até agora não consegui encontrar um cidadão que me falasse o que será feito, de fato.
Que tal colocar o projeto no site da prefeitura? Assim, todos os piçarrenses poderão ter acesso à informação real, sem deturpações.
Afinal, o que será feito no calçadão? Será mais largo que o atual? Terá bancos, jardineiras, lixeiras permanentes, ciclovia...?
Com a palavra, prefeitura!
Mais uma coisinha: não dá para limpar o que restou da calçada? Afinal, estamos pagando funcionários para que?
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
É brincadeira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pois é. Como previ na última postagem, a localização do gabião que está sendo construído é estratégica... para o Sr. Presidente da Câmara dos Vereadores, não é seu Tampa? Para quem duvida, olhe as fotos abaixo:
Tanto de um lado quanto do outro, a areia já está sendo depositada pela ação da natureza. Bom para o comércio praieiro local, não é Sr. Tampa?
Agora, não é de se pensar que, se fossem construídos na recuperação do final do século passado, a areia teria pelo menos durado mais tempo?
Mas voltando ao Sr. Presidente da Câmara dos Vereadores: pois não é que é o único restaurante da orla que foi destruída pelo mar que consegue colocar mesas e cadeiras no que era a calçada? E sabem por que? Porque providenciaram um aterro ali. Muito conveniente.
Enquanto isso, na frente do Hotel Imperador, que está com seus hóspedes costumeiros...
A situação continua caótica.
Do que a miséria humana é capaz!!!!!
Tanto de um lado quanto do outro, a areia já está sendo depositada pela ação da natureza. Bom para o comércio praieiro local, não é Sr. Tampa?
Agora, não é de se pensar que, se fossem construídos na recuperação do final do século passado, a areia teria pelo menos durado mais tempo?
Mas voltando ao Sr. Presidente da Câmara dos Vereadores: pois não é que é o único restaurante da orla que foi destruída pelo mar que consegue colocar mesas e cadeiras no que era a calçada? E sabem por que? Porque providenciaram um aterro ali. Muito conveniente.
Enquanto isso, na frente do Hotel Imperador, que está com seus hóspedes costumeiros...
A situação continua caótica.
Do que a miséria humana é capaz!!!!!
sábado, 28 de janeiro de 2012
As eleições estão aí...
Finalmente, a Prefeitura de Piçarras olhou para o ponto turístico da cidade. Notícias no site www.picarras.sc.gov.br são animadoras. Não podemos ignorá-las, embora a história nos peça para sermos cautelosos. Acompanhamos as obras de 1999/2000, a falta de medidas já previstas na época para conter a movimentação da areia e as notícias que foram divulgadas posteriormente. Acompanhamos as picuínhas políticas e sofremos com elas.
Agora, vamos esperar até o fim de toda a obra para dar os parabéns à administração. Será que o calçadão será recuperado e revitalizado com bancos, floreiras, academias conservadas, estacionamento poara bicicletas e outros benefícios?
Será que os molhes serão iguais ao do rio?
Será que serão reservados espaços na areia para barracas da prefeitura oferecendo cadeiras especiais para deficientes físicos que permitem que eles entrem no mar para se refrescar, atendimento de primeiros socorros no verão, aulas de ginástica por toda a orla, fiscalização contra cavalos que costumam passear por ali, cachorros de rua ou com donos que fazem suas necessidades a céu aberto e tantas outras coisas?
Já que estão mexendo, vamos fazer tudo definitivo. Um exemplo de calçadão e serviços oferecidos à população é o de Meia Praia. Que tal, administração, dar um pulinho lá e tirar ideias ou, mesmo, copiar? Vale a pena. As eleições estão aí...
Agora, vamos esperar até o fim de toda a obra para dar os parabéns à administração. Será que o calçadão será recuperado e revitalizado com bancos, floreiras, academias conservadas, estacionamento poara bicicletas e outros benefícios?
Será que os molhes serão iguais ao do rio?
Será que serão reservados espaços na areia para barracas da prefeitura oferecendo cadeiras especiais para deficientes físicos que permitem que eles entrem no mar para se refrescar, atendimento de primeiros socorros no verão, aulas de ginástica por toda a orla, fiscalização contra cavalos que costumam passear por ali, cachorros de rua ou com donos que fazem suas necessidades a céu aberto e tantas outras coisas?
Já que estão mexendo, vamos fazer tudo definitivo. Um exemplo de calçadão e serviços oferecidos à população é o de Meia Praia. Que tal, administração, dar um pulinho lá e tirar ideias ou, mesmo, copiar? Vale a pena. As eleições estão aí...
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