sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As pérolas do vice-prefeito


O Jornal Eco, periódico semanal com distribuição em nossa região, trouxe em sua edição passada (27/10) novamente a coluna “Contato direto”, onde o médico Luiz José de Almeida Fayad, atual vice-prefeito de Balneário Piçarras, escreve seus artigos de opinião. Os assuntos tratados quase sempre se referem à política, local ou não.
O excelentíssimo senhor vice-prefeito, nesta edição, conseguiu superar-se (???). Dentre tantos absurdos escritos por este senhor, destaco as frases a seguir:
“O povo sabe votar... em quem ele é induzido a votar.”
“A maioria da população é de pessoas que não gostam de ler e se manter informados, ou de analfabetos funcionais, que leem e não sabem interpretar o texto.”
“O povo não tem discernimento para separar o joio do trigo”.
“E aí esse povo analfabeto funcional acredita nas mentiras dos politiqueiros”
“(...) ele é um grande administrador. Mas o povo analfabeto funcional, que não está informado, não sabia, porque não lê jornal, não sabe que sua administração foi eleita a 25ª melhor do Brasil entre 5.400 municípios”.
“O grande administrador (referência clara, sabemos a quem) sempre será lembrado pela magnitude de suas obras, assim como os faraós egípcios (...)”.


Faço minhas as palavras de Bruno Barreto, colunista de um jornal nordestino, quando diz: “Para essa turma a massa é formada por seres desmemoriados que se conformam com qualquer agrado por menor que seja e não possuem capacidade de enxergar um palmo à frente do nariz.”.
Pois bem, as palavras falam por si, já que, ao contrário do que diz nosso vice-prefeito, ainda creio que existam pessoas que gostem, e saibam, ler e interpretar uma informação.
Ao contrário de alguns escritores amadores de nossa cidade, sou uma pessoa bastante atarefada e não vou me estender em minha crítica. No entanto, gostaria de lembrar ao senhor Luiz José de Almeida Fayad que este mesmo povo que segundo ele não sabe votar, é analfabeto funcional e não tem discernimento, é o mesmo povo que o elegeu, e a seu “superior-faraó”; é o mesmo povo que durante estes quatro anos foi representado por ele e seus partidários; é o mesmo povo que estava sendo beijado, abraçado e exaltado antes das eleições e, espero sinceramente, que seja o mesmo povo que não mais confiará seu voto e a sua cidade a pessoas que pensam que nossa única função é votar e, ainda na mágoa da derrota, subestimam a inteligência e a atitude do povo de Balneário Piçarras.

De um colaborador indignado.

Acrescento mais uma pérola do vice, dita durante o último comício: "A maior virtude do ser humano é a gratidão. Aqueles que não tem gratidão são ingratos" e continuou o brilhante raciocínio durante todo o "discurso". Foi dose...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Contraste

Em noites de lua cheia vejo minha cidade assim:  Linda!




Ao amanhecer vejo minha cidade assim......


Renate Arioli

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

É triste

Passei dez dias em Piçarras. Consegui assistir aos últimos comícios dos dois candidatos. Confesso que nenhum dos dois me agradou ou me convenceu.

A oposição mostrou estar mais preparada para mobilizar a população. O número de presentes era grande e as pessoas estavam abertas às incitações do animador de palanque. Um festival de bandeirinhas amarelas se agitava a cada convite do locutor. Um belo espetáculo, sem dúvida.

Já a situação, talvez confiante demais, não só não soube escolher seu animador como não soube adequar seu discurso ao caráter da manifestação. Os poucos participantes não eram incentivados à participação e a maioria parecia não estar interessada na projeção sobre os feitos da prefeitura. Mais parecia uma monótona aula do que um comício.

No quesito conteúdo, a oposição deixou a desejar. De concreto, a assertiva - claramente eleitoreira - sobre a criação de uma fundação de esporte. A promessa de recuperar a praia, feita de última hora, não encanta. Chegou-se a uma situação tal que alguma coisa tem que ser feita. Apenas muro de contenção não segura a fúria do mar. Nada se falou de consistente sobre a eduação, o lazer e outros itens projetados. Sobre o que foi feito quando ocupou a prefeitura, pouco ou nada.

E aí, a situação se esbaldou. Obviamente, tinha algo para mostrar e mostrou. Recuperação/construção de escolas, de postos de saúde, do rio, projeção de praça à beira rio e outras obras. Convenceu? Provavelmente quem estava lá, sim. Afinal, são os eleitores. Mesmo considerando a qualidade de alguns depoentes.

Mas continuam os questionamentos sobre o atendimento nos postos de saúde, a sujeira das ruas, a falta de calçadas, de um espaço para recreação de idosos e crianças e outras benfeitorias. Sobre isso, nem uma palavra.

No fim, ficou a sensação de que não há por que se votar a favor e, sim, contra. De um lado, contra um candidato que pouco realizou; de outro, um que realiza de maneira autoritária, centralizadora, vingativa e que despreza a, por enquanto, maior fonte de recursos do município - o turismo. São suas as palavras sobre governar "para o povo de Piçarras, para o morador da cidade".

Ora, não se administra uma cidade pensando na exclusão. Todos têm direito de ser atendidos, afinal, todos pagam seus impostos. E é o dinheiro que vem de fora que permite a realização de obras - seja dos governos estadual e/ou federal, seja de pessoas jurídicas e/ou físicas. Para quem estão sendo construídos tantos prédios de alto padrão? Qual a atração turística que traz dinheiro: a praia ou a praça na beira do rio?

Os resultados das urnas mostrou o que está acontecendo no resto do país: a máquina oficial não é mais suficiente para garantir a vitória. O povo se cansou da mesmice. Mesmo impedido de requerer uma renovação - por falta de opões - ele dá o recado. É o voto do contra, não do apoio.

Vou me abster de falar sobre os candidatos a vereador. Foi um espetáculo triste, de ambos os lados.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

AS VERSÕES

Estive em Piçarras na Semana Santa e me deparei com três versões sobre a recuperação da praia:


1. a verba não é suficiente para cumprir o projeto. Seriam necessários R$30 milhões (realmente, R$10 milhões parecem pouco para a colocação de areia e a recuperação do calçadão. Parece que só serão colocadas lixeiras. Ou seja, continuaremos com a "linda" orla marítima de antes);


2. não há draga disponível para a obra (recuso-me a acreditar nesta versão. Seria o cúmulo da falta de responsabilidade, de todos os envolvidos, pegar e doar verba para uma obra que ainda não tem perspectiva de execução por falta de executor) ;


3. uma certa empresa receberia o dinheiro e, com ele, construiria sua própria draga e executaria o serviço (o tema desta versão tem circulado desde o início com outro formato. Dizem que onde há fumaça há fogo... Mas todos sabemos que existe fumaça sem fogo, né, pessoal?);


4. a licitação está programada para maio e serão colocados 80m de areia (na verdade, esta foi uma versão oficial do presidente da Câmara dos Vereadores. Mas nem por isso merece descrédito, né, pessoal?).


Assim como todos os piçarrenses, fui passear, no final da tarde, no Molhe do Tampa. Pois não é que, após uma chuva mais forte (porém rápida), já estava um pedaço de cano querendo aparecer? Logo ali, no início do quebra-mar. Gente, a obra não tinha nem um mês! É ruim, hein?


E aí recebo a seguinte notícia de um amigo, que colou do site da prefeitura:


"As obras são fiscalizadas por uma equipe de topógrafos e engenheiros do Governo Municipal e da Alleanza Engenharia.


- Estamos empregando uma tecnologia de ponta para fiscalizar se as estruturas estão sendo feitas dentro do estabelecido no projeto. A parte da superfície é verificada com a ajuda de um scanner que capta imagens em três dimensões, enquanto que a área submersa é checada com levantamento batimetrico a laser – afirma a engenheira Daysi Nass dos Santos."


Bom, pelo menos já temos o nome da empresa de engenharia que está fiscalizando a obra.


Se serve de consolo para os descrentes, "a reconstrução da estrutura viária e paisagística da Avenida Beira Mar também já está planejada e deve ter as obras licitadas após o processo de contratação da empresa que fará o aterro hidráulico." Quem será a bola da vez?

terça-feira, 27 de março de 2012

Será que, dessa vez, a coisa anda mesmo?

Pois é, infelizmente confirma-se a previsão de que era tudo para inglês ver. Com o término da temporada, o ritmo da obra foi caindo, caindo, caindo, até que parou.
Num novo fôlego, parece que a conclusão do primeiro molhe está batendo à porta. Resta saber quanto tempo demorará, de fato, para alcançá-la.
Mas alguma coisa já melhorou. Não é que temos, agora, o nome de dois engenheiros? São eles, Jean Pierre Lana e Dayse Nass dos Santos. E, ainda, de uma empresa, a Alleanza Engenharia. Pelo menos já podemos sentir a materialidade da obra...
Mas, prefeitura, ainda estamos querendo ver o projeto. Como ficará o calçadão? A via beira-mar será alargada? Haverá espaço suficiente para o trânsito de bicicletas, pessoas e pets? Ou continuaremos a nos desviar deles? Não seria interessante uma ciclovia?
Mostrem o projeto. Somos humanos, temos curiosidade. Queremos opinar, se nos permitir!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Prazo vencido



Apesar da informação no site da prefeitura, as obras no Molhe do Tampa não estão mais indo no ritmo de dezembro e janeiro. Desde o início de fevereiro, as máquinas estão trabalhando no braço direito do molhe.




Outro dia, a escavadeira tirava pedra da lateral da passarela central do quebra-mar e colocava no braço direito. O trabalho durou a tarde toda e, até agora, não houve reposição do que foi retirado.




Também era comum, até alguns dias antes do Carnaval, as máquinas descansarem de segunda a quarta-feira e voltarem a trabalhar na quinta, quando reiniciava o movimento dos fins de semana.




É daqui para a frente que vamos sentir se está havendo, de fato, seriedade na recuperação. A continuar neste ritmo, ela não estará concluída antes das eleições. O medo é que, depois delas, ...











terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Queremos ver o projeto!!!!!!!!!!!!!!!


Notícias desencontradas, informações vagas, total falta de conhecimento sobre o que vai ser feito...

De oficial, só o que está nos jornais: dois molhes (já ouvi falar em quatro). Ok, a prefeitura tem dito que a dragagem já pode começar assim que acabar o primeiro molhe (antes era preciso ter os dois). Mas até agora não consegui encontrar um cidadão que me falasse o que será feito, de fato.

 Que tal colocar o projeto no site da prefeitura? Assim, todos os piçarrenses poderão ter acesso à informação real, sem deturpações.


Afinal, o que será feito no calçadão? Será mais largo que o atual? Terá bancos, jardineiras, lixeiras permanentes, ciclovia...?


Com a palavra, prefeitura!




Mais uma coisinha: não dá para limpar o que restou da calçada? Afinal, estamos pagando funcionários para que?